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Amianto em Reformas: Como Identificar e Descartar com Segurança

📅 23 de julho de 2026 ⏱ 7 min de leitura 📂 Guia Completo
Telhado antigo com telhas de amianto em imóvel residencial

Se você está reformando um imóvel construído entre as décadas de 1970 e 1990 em bairros como Santana, Perdizes ou Lapa, existe uma chance real de encontrar amianto no telhado, no forro ou nas tubulações. É um material que passa despercebido em grande parte das reformas — até alguém quebrar uma telha sem saber o que estava mexendo.

Este guia explica onde o amianto costuma aparecer, por que o cuidado no manuseio importa, e como funciona o processo de remoção e descarte correto — que é diferente do descarte de entulho comum.

"O risco do amianto não está em ele existir no imóvel — está no momento em que alguém quebra, fura ou lixa o material sem saber o que está fazendo."

O que é amianto e onde ele aparece

Amianto é um mineral fibroso amplamente usado na construção civil brasileira ao longo do século XX, por ser resistente, barato e isolante. A cidade de São Paulo proibiu seu uso em construções já em 2001 (Lei Municipal 13.113/2001), à frente do resto do país — mas o uso controlado de um dos tipos do mineral (crisotila) continuou autorizado pela legislação federal até 2017, quando o STF confirmou a inconstitucionalidade dessa permissão em todo o território nacional. Na prática, isso significa que imóveis construídos ou reformados até bem depois dos anos 2000 em outras partes do Brasil podem conter o material. É comum encontrar em:

Não existe forma segura de confirmar visualmente se um material específico contém amianto — a aparência pode ser parecida com fibrocimento sem amianto usado atualmente. Na dúvida, o caminho seguro é tratar telhas antigas com cautela e, se possível, consultar profissional especializado em avaliação antes de demolir ou reformar.

Por que o manuseio incorreto é o real ponto de risco

O principal risco à saúde associado ao amianto vem da inalação de fibras liberadas no ar — o que acontece quando o material é quebrado, furado, lixado ou cortado sem os cuidados adequados. Órgãos de saúde ocupacional reconhecem a exposição a fibras de amianto como fator associado a doenças respiratórias sérias ao longo do tempo.

Por isso, o material íntegro, sem manuseio, tende a representar risco menor do que o próprio momento da reforma ou remoção — que é justamente quando mais se quebra, corta ou movimenta esse tipo de telha ou placa sem noção do que está sendo feito.

Por que não é recomendado remover sozinho

Remover amianto por conta própria, mesmo com boa intenção, tende a aumentar o risco em vez de reduzir. O procedimento correto envolve umectação do material (para reduzir a liberação de fibras), uso de equipamento de proteção individual específico, e embalagem adequada antes de qualquer transporte — etapas que uma empresa especializada em remoção de amianto sabe conduzir com segurança.

Esse é um ponto importante: a Padrão Caçamba não faz remoção nem transporte de amianto em nenhuma etapa. Amianto não é entulho comum e não circula pela nossa operação de caçamba em momento algum — a destinação correta desse material é sempre feita por empresa especializada em resíduos perigosos, do início ao fim do processo.

No Estado de São Paulo, a destinação de resíduos como o amianto passa pelo CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental), emitido pela CETESB — é a empresa especializada quem cuida dessa documentação, não o proprietário do imóvel. Antes de contratar, vale perguntar diretamente:

Como funciona o descarte correto na prática

O processo seguro, conduzido inteiramente por especialistas, segue de forma resumida esta ordem:

O erro mais comum é pular a etapa 1 e 2 — ou seja, quebrar a telha durante a demolição normal da obra e só depois perceber que era amianto, com o material já misturado ao entulho comum. Por isso, se há suspeita de amianto no imóvel, o ideal é avaliar antes de começar a demolição, não depois.

Suspeita que o material contém amianto? Não quebre, não corte, não fure. Mantenha a peça íntegra sempre que possível e procure a prefeitura ou uma empresa especializada em remoção para orientação sobre a destinação correta.
⚠ Evite estes erros
Quebrar, furar ou lixar telhas antigas sem confirmar se contêm amianto
Misturar material suspeito de conter amianto com entulho comum na mesma caçamba
Contratar equipe de demolição sem perguntar se ela tem experiência específica com amianto

FAQ: Dúvidas Frequentes

Como sei se meu telhado tem amianto? +
Telhas onduladas cinza-claro fabricadas antes dos anos 2000 são as mais suspeitas. Não há como confirmar só olhando — o seguro é não quebrar ou furar a telha e, na dúvida, consultar um profissional especializado em avaliação antes da reforma.
É perigoso morar em casa com telhado de amianto intacto? +
O risco principal está associado à liberação de fibras no ar, o que ocorre quando o material é quebrado, furado, lixado ou cortado. Material íntegro e sem manuseio costuma representar risco menor do que o momento da reforma ou remoção em si.
Posso remover o amianto sozinho para economizar? +
Não é recomendado. A remoção exige equipamento de proteção específico e procedimento de umectação e embalagem para não liberar fibras no ar. Empresas especializadas em remoção de amianto têm o treinamento e os equipamentos para fazer isso com segurança.
O amianto pode ser descartado na caçamba comum de entulho? +
Não, em nenhuma hipótese. Amianto não é entulho comum e não deve ser misturado a ele. A destinação é sempre específica, feita por empresa especializada, separada do serviço normal de caçamba — nunca dentro da mesma caçamba usada para entulho de obra.
Quem é responsável por garantir o descarte correto do amianto? +
O gerador do resíduo — geralmente o proprietário do imóvel ou responsável pela obra — é quem responde pelo descarte correto. Por isso vale contratar profissionais especializados tanto na remoção quanto no transporte com documentação (CTR) do material.

Conclusão

Amianto não é motivo de pânico, mas exige cuidado específico — diferente do entulho comum de reforma. Antes de demolir qualquer telhado ou forro antigo, vale considerar a possibilidade de amianto e, na dúvida, buscar avaliação especializada. Ele nunca deve ser misturado ao entulho comum nem passar pela caçamba da obra — a destinação correta é sempre conduzida, do início ao fim, por empresa especializada em resíduos perigosos.

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